domingo, 28 de fevereiro de 2010

O dia da consulta

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Exatamente 5h45 da manhã o marido da enfermeira estava buzinando em minha porta, o frio da barriga era imenso mais vamos nós encarar a verdade, no caminho ouvindo a música no rádio pedia a força à Deus que desse tudo certo.
Ao chegar lá, me deparei na porta com a enfermeira, aonde nós nos caminhamos ao 2° andar do hospital, entregamos a ficha, e sentamos na sala de espera, logo deparei que meu caso para mim era o maior mas, era fichinha perto de outros que estavam ali, sentada ali em minha mente só questionava em que ponto cheguei, mais meu pensamento foi interrompido com uma simples indagação, "quem é Juliana?" eu logo respondi que era eu, aí essa mesma senhora que fez a pergunta dirigiu-se a minha direção e me perguntou "aonde você estava?" eu fiquei meia sem jeito, olhei para o lado e respondi: estava aqui, não sai do lugar.
Aí que veio a surpresa maior, ela me comunicou, que meu nome estava já na lista, e melhor que a minha cirurgia estava marcada desde 2007.
Conclusão, já era para mim estar operada, longe dos preconceitos.
Logo, ela me informou que eu iria passar pela médica e fazer os exames o mais rápido possível, pois a minha cirurgia já estava atrasada.
Quando sai do consultório da doutora Silvia eu já fui direto ao laboratório de coleta para os meus primeiros exames.


Diario da tia gorda

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A Decisão

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Para um obeso tomar qualquer decisão em relação a se enxergar com real está é bem complicado pois não encaramos o abismo o qual já se encontramos.
Passamos por regimes, tomamos remédios e encaramos qualquer sacrifício para perdermos peso, mas, com uma objeção não queremos esforço físico, e muito menos fechar a boca.
Para eu chegar a esse extremo o qual eu tomei a decisão "a qual saberão a frente" predisamos realmente nos sentir absolutamente mau.
Eu mesma, já não saia de casa, mal caminhava até o meu portão. Precisou a minha irmã pedir um favor de ir até a casa dela, em um pleno domingo de calor paulistano, aonde eu devia sair até o meu portão pegar o ônibus em frente a minha casa, chegar até uma rodoviária e sair e caminhar por apenas cinco minutos até a estação ferroviária aonde, eu mau consegui chegar, parecia que eu iria morrer, ofegante com batimento cardíaco altíssimo, a primeira vez em toda minha vida que senti medo de morrer por razão da obesidade.
Liguei na época desesperadamente para o meu namorado, especificando a ele que estava morrendo, pena que ele não podia me ajudar, porque como muitos obesos eu não era diferente, eu não me assumia fisicamente eu tinha um namoro sem toque, sem beijo, sem abraço, pois, eu não tinha coragem em dizer para pessoa que eu amo como realmente eu era, nesta parte eu era muito egoista, temia que ele fizesse como as demais pessoas que passaram mais não souberam me amar como eu era fisicamente.
Privei ele de muita coisas assim como eu.
Até que numa quinta feira dia 21 de outubro de 2009 uma enfermeira amiga de meus pais me ligou e me perguntou poe que eu não saía de casa e, se eu continuava gorda, eu respondi qe não saía por que não tinha vontade e sim, continuava gorda.
Ela me perguntou se eu queria entrar na fila da cirurgia bariátrica "redução do estômago", eu imediatamente respondi que sim, e ela me falou que o esposo dela estaria me pegando em minha casa exatamente as 6h da manhã do dia seguinte para passar no médico qe encaminha para a lista da cirurgia.


Diário de uma obesa

O Relato

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Bom, desde os meados da minha adolescência eu ja tinha problema com a obesidade, sempre fui a mais gordinha da turma, meus amigos (as) sempre esbeltos.
Quando começamos ha nos apaixonar aí sim se deparamos com o real preconceito, não que ele não exista, mas, os que vem nunca levamos à serio, e acreditamos piamente que nem somos tão gordos assim.
Sai do ginásio, passei pelo colégio, entrei na faculdade, me formei, fui trabalhar e o preconcêito não parando.
Por que nós gordimhos fingimos tão bem a situação contrária, fingimos ser felizes, fingimos ter amigos e o pior fingimos ser aceitos.
Na festa se tornamos o bobo da corte, animamos qualquer ambiente e somos totalmente tolerantes com qualquer situação mesmo no nosso eu não aceitamos.
E quando enxergamos esse lado ruim que vivemos, descontamos em nós mesmos, comendo, comendo e a pior coisa, nos trancando dentro dos nossos mundos.


Diário de uma obesa
 

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